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Conferência mundial de saúde debate vida das crianças nas grandes cidades

POR TERCIANE ALVES

O  crescente fenômeno da urbanização mundial tem trazido desafios enormes às cidades e aos governos para construírem medidas que assegurem a saúde das crianças, desde a gestação até os primeiros anos de vida. Foi em 2007, pela primeira vez na história, que a quantidade de pessoas vivendo no meio urbano superou o montante que habitava as áreas rurais. E desde então esse quadro só se intensificou, com prognósticos que exigem atenção extrema dos gestores públicos e uma agenda de promoção da saúde e de equidade focada nos desafios impostos pela vida nas megalópoles e nas cidades que crescem e se tornam médias.

Nesse sentido, participar como palestrante de um simpósio sobre a infância na Conferência Mundial de Promoção da Saúde, que ocorreu no Brasil, na última semana, em Curitiba, foi algo de inestimável valor, com reflexão e aprendizado. Tentei trazer aqui, além do relato da conferência, alguns dados que possam contribuir para uma reflexão mais aprofundada sobre o futuro que se deseja para as crianças e como fazer da política pública um instrumento de garantia dos direitos da criança. Considero importante a inclusão do tema na Conferência. Afinal, pela primeira vez na história, a Conferência Mundial de Promoção da Saúde acontece no Brasil.

 

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O  crescente fenômeno da urbanização mundial tem trazido desafios enormes às cidades e aos governos para construírem medidas que assegurem a saúde das crianças, desde a gestação até os primeiros anos de vida. Foi em 2007, pela primeira vez na história, que a quantidade de pessoas vivendo no meio urbano superou o montante que habitava as áreas rurais. E desde então esse quadro só se intensificou, com prognósticos que exigem atenção extrema dos gestores públicos e uma agenda de promoção da saúde e de equidade focada nos desafios impostos pela vida nas megalópoles e nas cidades que crescem e se tornam médias.

Nesse sentido, participar como palestrante de um simpósio sobre a infância na Conferência Mundial de Promoção da Saúde, que ocorreu no Brasil, na última semana, em Curitiba, foi algo de inestimável valor, com reflexão e aprendizado. Tentei trazer aqui, além do relato da conferência, alguns dados que possam contribuir para uma reflexão mais aprofundada sobre o futuro que se deseja para as crianças e como fazer da política pública um instrumento de garantia dos direitos da criança. Considero importante a inclusão do tema na Conferência. Afinal, pela primeira vez na história, a Conferência Mundial de Promoção da Saúde acontece no Brasil.

Promovida pela União Internacional para a Promoção da Saúde e Educação (UIPES), pela Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba e com o apoio da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), somente nesta sua 22ª edição, ela chegou pela segunda vez na América do Sul, a última nesta região foi em 1982, em Buenos Aires. Levando o tema Saúde e Equidade, a Conferência reuniu 2 mil congressistas de 70 países e foi possível notar como as grandes questões mundiais e nacionais; como o futuro do Sistema Único de Saúde, a influência do governo interino em exercício no Brasil que,  apresenta viés mais neoliberal, e diferenças socioeconômicas marcaram presença nas discussões, mesmo nas mais científicas.

Para aludir sobre O que Grandes Cidades e Política Intersetoriais Podem Fazer pela Promoção da Saúde e pelo Desenvolvimento Infantil Integral, que ocorreu na tarde da última quarta, dia 25, Ana Estela Haddad, coordenadora da Política Municipal para o Desenvolvimento Integral da Primeira Infância na Cidade (São Paulo Carinhosa) coordenou a mesa que apresentou os desafios da construção da politica da infância de uma das maiores cidades do mundo e como tem sido o processo de implementação das ações.

Erika Fischer, consultora do Instituto Brasiliana, integrante da São Paulo Carinhosa e ex- diretora do Departamento de Alimentação Escolar da Secretaria Municipal de Educação, trouxe um panorama de ações e programas da educação infantil da cidade, dando ênfase a uma grande renovação da política de alimentação escolar em curso na rede educacional paulistana. Tive a grata incumbência de falar da importância de um plano municipal de cultura que inclua a criança na programação artística da cidade e da comunicação como suporte à política de desenvolvimento infantil e a garantia dos direitos da criança.