Marllen canta contra depressão pós-parto

via O País

Veja o clipe aqui

A cantora moçambicana Marllen, a Preta Negra, lançou há cerca de um mês a música “Ser mãe”, onde aborda a questão da depressão pós-parto e a pressão que a sociedade faz sobre a mulher.

Marllen diz ter-se inspirado em si própria para escrever a letra. “Quando o meu segundo filho estava com quatro meses, as pessoas chamavam-me gorda. Diziam que eu deveria emagrecer, se não o meu marido ia deixar-me”, explicou.

Ela acrescenta que também percebeu que estava acima do peso, mas tinha a consciência de que aquele momento não era o ideal para entrar em uma dieta, pois isso poderia afectar a amamentação.

Diante dessa situação, a cantora viu-se obrigada a tomar uma atitude para não entrar em depressão. Com apoio do seu esposo aceitou a sua nova realidade e decidiu cantar para ajudar as mulheres a lidar com as mudanças.

No vídeo da música “Ser mãe” conta-se a estória de uma mulher que depois de dar a luz ganhou muito peso, perdeu a auto-estima e consequentemente, cortou a amamentação. No entanto, é aconselhada e encara a situação de um modo positivo.

Recorde-se que após o nascimento do primeiro filho, Marllen compôs uma música onde retratava a alegria de ser mãe e que lhe valeu o prémio de melhor música ligeira em 2015 no Mozambique Music Awards (MMA).

Sobre o balanço de 2016, a Preta negra diz ter sido um ano positivo, visto que a sua família ganhou mais um membro.

Para 2017, Marllen diz ter projetos agendados, mas é extremamente cautelosa e prefere não dar detalhes.

No ar: videorreportagem sobre o programa de visita domiciliar da São Paulo Carinhosa

Já está concluída a edição do vídeo preparado pela equipe do A Cidade e a Criança sobre o Seminário de Apresentação das Experiências do Programa de Visita Domiciliar com Foco na Primeira Infância, realizado no início do mês, na Prefeitura de São Paulo, encabeçado por Ana Estela Haddad, coordenadora do programa de atenção à Primeira Infância no município, São Paulo Carinhosa e pela secretaria municipal de Saúde (SMS) e pelo Ministério da Saúde (MS).

Este vídeo narra o surgimento e maturação do programa de visita domiciliar infantil criado na cidade de São Paulo sob a coordenação de Ana Estela Haddad, da SMS e com apoio do MS. De acordo com dados da prefeitura, o programa conta com 1500 profissionais que atendem mais de 63 mil famílias nos 10 territórios mais vulneráveis do município. A região do Glicério, no centro, conhecida por seus cortiços, que são considerados formas de moradia mais vulneráveis que as favelas, é um desses.

Segundo Ana Estela Haddad, “lá no Glicério houve uma articulação da supervisão de saúde da região, da diretoria regional de educação (DRE) e dos serviços de assistência social, então esses profissionais começaram a ir mais a campo. A visita domiciliar fez todo um referenciamento dessas famílias, um diagnóstico da caracterização das famílias, referenciando todos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). E isso está sendo feito em um trabalho conjunto com a comunidade do território, estimulando o pertencimento e o desenvolvimento urbano na região”.

O vídeo contém importantes relatos de figuras como Thereza de Lamare, coordenadora da Saúde da Criança e do Aleitamento Materno no Ministério da Saúde, que disse: “fiquei encantada com toda estratégia e metodologia do programa, deu para perceber a densidade do programa [que tem previsão de verbas até 2018]. Saio daqui com uma responsabilidade muito grande de manter esse projeto e levá-lo adiante”.

O programa tem como objetivo implementar e intensificar a visita dos agente de saúde nas casas com crianças até seis anos e trouxe formação e materiais complementares para os profissionais que realizam as visitas domiciliares, como o caderno da família, cartilha sobre violência e saúde bucal e brinquedos que avaliam o desenvolvimento das crianças.

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Foto Eduardo Ogata/SP Carinhosa

No extremo leste da capital, na Cidade Tiradentes, o índice de mortalidade infantil caiu de 18 para 13%, ao passo que no município por completo, a diminuição foi de 11,2% em cada grupo de mil crianças nascidas em 2014, para 10,8% em 2015.

No Seminário, a Neide, participante do programa, mãe do Henrique, disse que “gostou do fato de o programa retomar brincadeiras antigas de sua época sem focar na tecnologia” e agradeceu à equipe do programa, dizendo esperar que se filho cresça um homem de muito caráter com oportunidades que, infelizmente, para ela faltaram.

Veja o vídeo do Seminário abaixo:

A atenção com a família nas visitas domiciliares na São Paulo Carinhosa

via , Jornal GGN

Na semana passada, um seminário realizado pela prefeitura de São Paulo apresentou os resultados e experiências do Programa de Visita Domiciliar com foco na Primeira Infância, parte da São Paulo Carinhosa.

De acordo com a prefeitura, 1500 profissionais atendem mais de 63 mil famílias em dez territórios da capital paulista, que foram escolhidos de acordo com dados de vulnerabilidade social.

O objetivo é implementar e intensificar as visitas de agentes de saúde com crianças até seis anos de idade, e também existem ações para o aprimoramento de espaços para as crianças brincarem e ampliação de atividades culturais nos bairros com indicadores sociais de risco às crianças.

Ana Estela Haddad, primeira-dama e coordenadora da São Paulo Carinhosa, explicou que o programa trouxe formação e materiais complementares para os profissionais que realizam as visitas domiciliares.

Entre os pontos destacados no seminário, está a redução da mortalidade infantil em São Paulo, com destaque para Cidade Tiradentes, na zona leste da capital. Lá a redução da mortalidade saiu de 18% para 13%.

Celia Bortoletto, secretária-adjunta de Saúde da cidade, destacou que, em toda a cidade, a mortalidade infantil caiu de 11,2 óbitos, em cada grupo de mil crianças nascidas em 2014, para 10,8 óbitos em 2015.

“A mãe precisa de uma rede social de apoio para que possa cuidar e fazer um bom vínculo com a criança, fazendo com que esse ambiente e a relação dele com quem cuida seja promotora do desenvolvimento infantil de forma integral”, destacou Ana Estela.

Também presente no evento, Thereza de Lamare, coordenadora de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, lembrou que o programa paulistano é apoiado pelo governo federal desde 2013 e que tem previsão de verbas até 2018.

“O que vocês construíram aqui foi uma aposta que foi feita na área da saúde da criança, em um dos eixos que a gente considera principais, que é a promoção de desenvolvimento infantil”, afirmou.

 

Thereza disse também sobre intenção de levar as experiências do programa para todo o país, colaborando com o programa federal Criança Feliz. Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, o programa tem o objetivo de começar pelos municípios e estados que possuem iniciativas de visita domiciliar.

 

Um dos pontos principais do São Paulo Carinhosa é a intersetorialidade, que envolve diversas secretarias municipais em um esforço conjunto. “Saúde não é só assistência, é muito mais do que isso, é trabalhar com todo mundo para que a gente possa ter uma cidade melhor”, ressaltou Célia Bortolleto.

 

Além da capacitação, os profissionais recebem também um kit, que inclui o caderno da família, material sobre violência, saúde bucal e brinquedos, que são utilizados para avaliar o desenvolvimento da criança.

 

Outro ponto destacado é que as equipes que fazem o acompanhamento das famílias são formadas por pessoas da própria comunidade, que tem um conhecimento prévio do território e suas potencialidades e necessidades.

 

Criada em agosto de 2013, no início da gestão de Fernando Haddad (PT) na prefeitura paulista, a Política Municipal São Paulo Carinhosa pretende promover o desenvolvimento infantil integral, fortalecendo os vínculos afetivos familiares, levando em consideração a ligação da criança com a escola, a família, a comunidade e os serviços de saúde e de assistência.

 

Experiências

Catarina dos Prazeres, que trabalha como agente comunitária de saúde há seis anos em Cidade Tiradentes, já realizava visitas domiciliares antes do São Paulo Carinhosa. Ela conta que o programa ampliou sua visão enquanto agente comunitária, trazendo um olhar mais detalhado para as crianças e para toda a família.

“Nós observamos toda a estrutura da família, as crianças que estão chegando, os bebês recém-nascidos, adolescentes, e conseguimos perceber um comportamento que a família não consegue”, diz. “O programa conseguiu ampliar essa visão para que a gente, percebendo esse diferencial na criança, pudesse levar isso para a equipe, discutir aquela situação, e, de forma que não é ser invasiva, mostrar essa percepção para toda a família”.

Biblioteca Mário de Andrade convida comunidade a finalizar sua sala infantil

Crowdfunding lançado dia 23.11 vai inaugurar espaço exclusivo para as crianças na maior Biblioteca Pública de São Paulo.
via Assessoria de Comunicação Em Foco

Após o sucesso da programação infantil da Biblioteca Mário de Andrade ao longo de 2016, a novidade é a inauguração de um espaço na BMA voltado exclusivamente ao público infantil. A sala de crianças denominada A Flor Amarela, em homenagem ao poema homônimo de Cecília Meireles, publicado em Ou Isto ou Aquilo, pretende ser um lugar onde se desenvolvam atividades que estimulem a criatividade e a imaginação infantil.

Todo o projeto executivo já está pronto, inclusive com móveis desenhados especialmente para as crianças pelo conceituado escritório de arquitetura “Ovo”. Para ser concluído, passará por um processo de crowdfunding, o que tornará a iniciativa uma experiência inédita nesses moldes no Brasil.

A campanha foi lançada no dia 23 de novembro e terá 60 dias de duração, ou seja, as doações serão aceitas até 22 de janeiro de 2017 e a intenção é arrecadar R$ 160 mil até lá. A expectativa é obter cerca de 40% do valor total da implantação final do projeto, que corresponde à fabricação de móveis e adequação do espaço.

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A sala Flor Amarela

 

Iniciativa transformadora e revolucionária, a sala A Flor Amarela inova por duas razões: primeiro porque é a primeira vez, em 91 anos de existência, que a Biblioteca Mário de Andrade terá um espaço voltado às crianças (até pouco tempo era necessário autorização especial para que crianças pudessem retirar livros na BMA), segundo porque é a primeira vez que a instituição promove uma campanha de arrecadação de recursos para a realização de um projeto.

Entre os artistas que colaboraram com as recompensas do crowdfunding, ou seja, ofereceram suas obras para a realização da iniciativa, destacam-se Maria Bonomi, Antonio Helio Cabral, Ermelindo Nardin, Francisco Maringelli, João Luiz Musa, Sylvia Soares e São Queiroz, além do diretor da instituição, Luiz Armando Bagolin.

Na opinião de Bagolin, ter a chancela da população será importante para Biblioteca e indicaria como os usuários e apoiadores enxergam o equipamento público disponibilizado, e como essa relação pode ser fortalecida.

“Estamos chamando a todos para participar de um projeto que amplia a atuação da Biblioteca Mário de Andrade para o público infantil. Ao receber essas contribuições, teremos respaldo para justificar a construção do espaço”, explica. “Isso nunca havia sido imaginado antes. Poderá significar um avanço muito importante na relação dos espaços públicos com a população”,

A captação de recursos por meio de financiamento coletivo será responsável pela complementação a recursos que serão disponibilizados pela própria BMA e por instituições apoiadoras, tais como editoras e instituições financeiras. As contribuições variam de R$ 15 a R$ 2.000 e haverá contrapartida para todas as cotas, desde calendários e marcadores de páginas exclusivos, cartazes, livros de arte e literatura, fotografias originais e gravuras de grandes artistas brasileiros.

Contrapartidas:

R$10,00: Cartão virtual de agradecimentoR$15,00: Calendário BMA A3

R$25,00: Caderninho + marcador de páginas

R$50,00: Caderninho + calendário BMA A2 + ecobag + marcador de páginas

R$60,00: Livro infantil + marcador de páginas

R$70,00: Revista BMA n. 69 Obscena + marcador de página

R$85,00: Exemplar do livro Shakespeare 450 anos + marcador de páginas

R$600,00: Revista BMA 69 + Eu + Revistas do Modernismo + marcador de páginas

R$40,00: Oficina de encadernação ABER – Flag Book. Oficina de encadernação para crianças de 6 a 12 anos, com 1h30 de duração. As crianças serão incentivadas a criar um flag book de papel com o uso de dobraduras e cola, modelo da encadernadora alemã Hedi Kyle. Possibilidade de escolha entre seis datas disponíveis.

R$60,00: Oficina de encadernação ABER – Estrutura Cruzada. Oficina de encadernação para adultos, com 2h de duração. O curso será dedicado à prática de encadernação sem uso de cola em que a costura fica exposta na lombada. Os alunos realizarão a estrutura cruzada de Carmencho Arregui em papel. Haverá emissão de certificado. Possibilidade de escolha entre três datas disponíveis.

R$60,00: Oficina de encadernação ABER – Yamato Toji (Butterfly). Oficina de encadernação para adultos, com 2h de duração. O curso será dedicado à prática de encadernação sem uso de cola em que a costura fica escondida dentro de uma capa dobrada. Os alunos realizarão a costura japonesa Yamato Toji com pares de agulhas. Haverá emissão de certificado. Possibilidade de escolha entre três datas disponíveis.

R$ 800 à 4.500,00: Obras de artistas selecionados